Nos posts anteriores apresentamos a estrutura básica para a elaboração de uma dissertação (Introdução, Desenvolvimento e Conclusão) e abordamos o tema Introdução com várias dicas e exemplos. Neste post começaremos a tratar do item “Desenvolvimento”.

 

Desenvolvimento

 

Aqui se desdobra a ideia principal e se argumenta e prova aquilo que o texto pretende passar, de forma organizada e criteriosa.

As ideias do desenvolvimento nascem da introdução. São várias as possibilidades de redigir um bom desenvolvimento. Mas a principal característica dessa parte do texto é a sua capacidade de convencer quem está lendo.

Uma boa argumentação só é feita a partir de pequenas regras as quais facilmente são encontradas em textos do dia-a-dia, já que durante a nossa vida levamos um longo tempo tentando convencer as outras pessoas de que estamos certos.

Os argumentos devem ter um embasamento, nunca deve-se afirmar algo que não venha de estudos ou informações previamente adquiridas.

Os exemplos dados devem ser coerentes com a realidade, ou seja, podem até ser fictícios, mas não podem ser inverossímeis.

Caso haja citações de pessoas ou trechos de textos os mesmos devem ser razoavelmente confiáveis, não se pode citar qualquer pessoa.

Experiências que comprovem os argumentos devem ser também coerentes com a realidade.

Há de se imaginar sempre os questionamentos, dúvidas e pensamentos contrários dos leitores quanto à sua argumentação, para que a partir deles se possa construir melhores argumentos, fundamentados em mais estudo e pesquisa.

Sobre a estrutura do texto:

Deve conter uma lógica de pensamentos. Os raciocínios devem ter uma relação entre si, e um deve continuar o que o outro afirmava.

No início do texto deve-se apresentar o assunto e a problemática que o envolve, sempre tomando cuidado para não se contradizer.

No decorrer do texto vão sendo apresentados os argumentos propriamente ditos, junto com exemplificações e citações (se existirem).

No final do texto as ideias devem ser arrematadas com uma tese (a conclusão). Essa conclusão deve vir sendo prevista pelo leitor durante todo o texto, à medida que ele vai lendo e se direcionando para concordar com ela.

A argumentação não trabalha com fatos claros e evidentes, mas sim investiga fatos que geram opiniões diversas, sempre em busca de encontrar fundamentos para localizar a opinião mais coerente.

Não se pode, em uma argumentação, afirmar a verdade ou negar a verdade afirmada por outra pessoa. O objetivo é fazer com que o leitor concorde e não com que ele feche os olhos para possíveis contra-argumentos.

Caso seja necessário se pode também fazer uma comparação entre vários ângulos de visão a respeito do assunto, isso poderá ajudar no processo de convencimento do leitor, pois não dará margens para contra-argumentos. Porém deve-se tomar muito cuidado para não se contradizer e para ser claro. Para isso é necessário um bom domínio do assunto.

Mas como eu faço isso?

Através de fatos comprovados, matérias de jornais, leis, reportagens etc.

Procure demonstrar tudo o que você escreve em seu desenvolvimento. Se você conseguir provar de forma concreta o seu ponto de visa, o examinador fará a avaliação com bons olhos.

Exemplo de uma boa argumentação: 

Segundo o art. nº 74 da Constituição Federal de 1988, os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de controle interno com a finalidade de:

I – avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas de governo e dos orçamentos da União;

II – comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal, bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado;

III – exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres da União;

IV – apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.

Sabemos, porém, que é bem difícil conseguirmos decorar números de leis, artigos etc. Uma boa forma de argumentar, então, é a seguinte:

 Conforme a legislação vigente…

Segundo os Órgãos responsáveis…

De acordo com notícias recentes veiculadas pelos meios de comunicação…

Enfim, o importante é que você consiga comprovar o seu ponto de vista. Tente não lançar ideias genéricas, clichês etc.

A sua redação é a de um futuro servidor público de uma carreira de elite, então você deve ser capaz de se expressar com clareza e consistência.

Boas formas de você sustentar a sua argumentação podem ser vistas abaixo:

1 – Enumeração: Enumere razões que justificam a sua opinião.

2 – Causa/Consequência: Escreva uma causa e argumente com a consequência. Ex.: A prática de redação é muito importante, já que estimula o gosto pela leitura e ajuda a formar cidadãos conscientes e educados.

3 – Exemplificação: Dê exemplos verídicos que comprovem a sua explicitação.

4 – Confronto: Compare seres, fatos e ideias realçando as semelhanças e diferenças entre elas.

5 – Definição: É o processo mais comum, e representa a definição daquilo que você expôs em seu desenvolvimento.

6 – Dados estatísticos;

7 – Ordenação cronológica;

8 – Interrogação;

9 – Citação;

10 – Testemunho de pessoas ou entidades autorizadas.

 

O número de parágrafos depende do que o enunciado e o edital pedem e de quantas linhas você tem disponível para escrever. Não é aconselhável que o parágrafo tenha mais do que seis ou sete linhas, e os períodos devem sempre ser curtos.

No próximo post, o último dessa séria, trataremos do item “Conclusão”.

Resolva a questão

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