No post anterior mostramos quais são as estruturas básicas para a composição de uma dissertação (introdução, desenvolvimento e conclusão) e iniciamos a assunto referente a Introdução. Neste post continuaremos a tratar do assunto Introdução.

Há várias maneiras de se fazer a introdução. Abaixo, apresentamos algumas (Fonte:http://pessoal.educacional.com.br/up/47110002/929820/Tipos%20de%20Introdu%C3%A7%C3%A3o%20e%20estrutura%20do%20texto%20dissertativo.doc):

 

Roteiro

Como em toda introdução, o tema deve estar presente. Além disso, neste tipo é apresentado ao leitor o roteiro de discussão que será seguido durante o desenvolvimento. Para exemplificação, suponhamos o tema:

A questão do menor no Brasil

Uma possível introdução seria:

Para se analisar a questão da violência contra o menor no Brasil é essencial que se discutam suas causas e suas consequências.

O principal defeito em uma redação que utiliza este tipo de introdução é seguir outro roteiro que não seja o nela citado.

 

Hipótese

Este tipo de introdução traz o ponto de vista a ser defendido, ou seja, a tese que se pretende provar durante o desenvolvimento. Evidentemente a tese será retomada – e não copiada – na conclusão. Vejamos um exemplo para o mesmo tema:

A questão da violência contra o menor tem origem na miséria – a principal responsável pela desagregação familiar.

O principal risco desse tipo de introdução é não comprovar a tese apresentada.

 

Perguntas

Esta introdução constitui-se de uma pergunta sobre o tema. Exemplo:

É possível imaginar o Brasil como um país desenvolvido e com justiça social enquanto existir tanta violência contra o menor?

O principal problema neste tipo de introdução é não responder, ou responder de forma ineficaz, a pergunta feita. Além disso, por ser uma forma bastante simples de começar um texto, às vezes não consegue atrair suficientemente a atenção do leitor.

 

Histórica

Esta introdução traça um rápido panorama histórico da questão, servindo muitas vezes de contraponto ao presente. Exemplo:

Às crianças nunca foi dada a importância devida. Em Canudos e em Palmares não foram poupadas. Na Candelária ou na Praça da Sé continuam não sendo.

Deve-se tomar o cuidado de se escolher fatos históricos conhecidos e significativos para o desenvolvimento que se pretende dar ao texto.

 

Comparação – por semelhança ou oposição

Procura-se neste tipo de introdução mostrar como o tema, ou aspectos dele, se assemelham – ou se opõem – a outros. Exemplo:

É comum encontrar crianças de dez anos de idade vendendo balas nas esquinas brasileiras. Na França, nos EUA ou na Inglaterra, nessa idade as crianças estão na escola e não submetidas à violência das ruas.

É bastante importante que a comparação seja adequada e sirva a algum propósito bem claro – no caso, mostrar o subdesenvolvimento brasileiro na questão do menor.

 

Narração

Trata-se de contar um pequeno fato de relevância como ponto de partida para a análise do tema. Exemplo:

Sentar numa frigideira com óleo quente foi o castigo imposto ao pequeno D., de um ano e meio, pelo pai, alcoólatra. Temendo ser preso, ele levou a criança a um hospital uma semana depois. A mulher, também vítima de espancamentos, o denunciou à polícia. O agressor fugiu.

Cuidado, ao fazer este tipo de introdução, para não cometer o erro de contar um fato sem relevância, ou transformar toda sua dissertação em uma narrativa ou notícia. Lembre-se de que se desviar do gênero pedido na proposta é um erro muito grave.

 

Mista

Procura fundir várias formas de introdução. Exemplo:

Crianças mortas em frente à Igreja da Candelária. Denúncias de meninas se prostituindo nas cidades e nos campos. Garotos vendendo balas nas esquinas. Não é possível imaginar o Brasil como um país desenvolvido e com justiça social enquanto perdurar tão triste quadro.

Fonte: http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=redacao/teoria/index.

 

Nos próximos posts daremos mais dicas para elaboração de uma adequada Introdução.

Resolva a questão

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